A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 09/01/2021

No século XX, durante a Segunda Guerra Mundial, a internet surgiu apenas como ferramenta bélica. Com o passar dos anos, se popularizou, passando a ser meio de interações sociais e aquisição de conhecimento. Apesar dos avanços, no meio nacional parte da população ainda encontra dificuldades no que tange o uso de dispositivos eletrônicos e internet. Tal problema se dá pela inobservância estatal e pela acriticidade do corpo social brasileiro.

Em primeira análise, convém destacar que o Estado se mostra ineficaz em educar os brasileiros, uma vez que não disbonibiliza recursos suficientes para isso. Nesse sentido, o filósofo iluminista Rousseau, em sua obra “Contrato social”, afirma que é dever do Estado garantir o bem-estar coletivo. Porém, no contexto vivenciado por inúmeros indivíduos, há falha governamental, uma vez que são escassas as políticas que visam educar quanto ao uso de eletrônicos. Dessa forma, é inaceitável que na contemporaneidade seja negado o acesso à educação digital, haja vista sua importância para a inclusão das pessoas no meio on-line.

Ademais, é imperioso salientar que a acriticidade da população corrobora o problema. Nesse contexto, em ranking divulgado pela revista “The Economist”, o Brasil aparece como um dos países que mais confia em informações divulgadas na rede. Tais fatores mostram-se problemáticos, uma vez que a falta de conhecimento à respeito dos mecanismos utilizados nas redes contribuem para a consequente difusão de notícias falsas, pois a população acredita na maioria das mídias veiculadas na rede. Dessae modo, a alienação da sociedade mostra-se prejudicial, pois contribui para a desinformação da mesma.

Portanto, é fundamental que medidas sejam tomadas para atenuar os efeitos do analfabetismo digital no Brasil. Logo, o Ministério da Educação, por meio de políticas públicas, deve criar programas que visem educar digitalmente a população, em especial em áreas carentes, inclusive disponibilizando o acesso a eletrônicos públicos àqueles que não possuem. Assim, será possível que mais pessoas alcancem o aprendizado necessário para aproveitar melhor os dispositivos digitais. Além disso, é necessário que a mídia, por meio de campanhas educativas, promova o combate às notícias falsas, tornando os brasileiros mais críticos em relação ao que é publicado nas redes. Por esses caminhos, é provável que a população supere os impasses relacionados ao uso das novas tecnologias.