A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 10/01/2021

Desde o princípio da existência humana a obtenção de conhecimento permitiu que àqueles que o tivessem prosperassem no seu nicho. Analogamente, na hodiernidade, o desenvolvimento tecnológico vem selecionando aqueles que dominam o meio digital, assim, tornando o analfabetismo digital uma involução. Certamente, esse déficit é fruto tanto da falta de acesso à tecnologia quanto por falta de suporte governamental no processo de educação digital e isso é cabível de análise para asseguração desse direito no Brasil.

Mormente, é visível que parte do problema em questão provém da falta de oportunidade de contato entre as pessoas e os meios tecnológicos. Por certo, segundo o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e estatística ), cerca de 45 milhões de brasileiros não têm acesso à internet e isso corrobora para a intempérie do analfabetismo digital, o que fere o Artigo 19º da DUDH o qual assegura o direito de transmissão e recepção de informações e meio para tal comunicação. Desse modo, é clara a necessidade de que o Governo aumente a cobertura de internet e os meios para sua utilização.

Além do mais, vê-se que a educação digital é bastante inexpressiva no Brasil. Decerto, como visto em diversas universidades, como a Estácio, a procura de cursos atrelados à tecnologia e informação é a que mais cresce, entretanto, a formação básica nessa área é bastante inexpressiva nas Instituições primárias brasileiras. Ademais, a comunidade de idosos é a que mais está desamparada - 20% de sua população de acordo com o próprio IBGE- numa sociedade que evoluiu e não se deu ao trabalho de levá-los consigo. Portanto, é nítida a necessidade de uma expansão do acesso a esse tipo de educação à todas as faixas etárias sociais.

Destarte, referente à questão do analfabetismo digital no Brasil, é mister que o Ministério de Tecnologia e Comunicação, em consonância à Universidades de TI, efetue a aplicação de um projeto de expansão de acesso tecnológico por intermédio de cursos e palestras ministrados pelos pré-formandos dos universitários em questão os quais poderão ser presenciais ( nos auditórios das faculdades ) ou on-line. Nesses cursos serão ensinadas noções básicas de navegação e uso de ferramentas tecnológicas para todas as idades, como aplicativos de bancos e sites de compra virtual. Além disso , serão disponibilizadas aulas gratuitas de aprofundamento à informática buscando fornecer oportunidades de especialização e, ao final desses cursos, haverá a disponibilização de certificados para aquelas pessoas que quiserem trabalhar no ramo tecnoinformacional. Assim, o Artigo 19º da DUDH será assegurado no Brasil e a educação digital para todas as faixas etárias mitigará o analfabetismo digital no país.