A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 09/01/2021
Com o advento da internet na segunda metade do século XX, durante a Guerra Fria, iniciou-se uma nova dinâmica social. Contudo, o anonimato grantido por esse meio de comuncação trouxe diversos problemas para sociedade, como, por exemplo, a disseminação de falsas notícias nas redes sociais. Desse modo, fica evidente que o precário sistema educacional brasileiro, como também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio têm contribuído para esse cenário.
A princípio, nota-se que o modelo educacional adotado no Brasil é conteudista, nesse sentido mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Desse modo, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quas, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam tornando-se analfabetos digitais, tendo em vista que muitos usuários de internet compartilham “fake news” em suas redes sociais. Por conseguinte, segundo a revista The Economist, o Brasil ocupa o 4º lugar entres os paises que confiam em noticias disseminadas nas redes socias.
Em segundo plano, o posicionamento do Estato também cumpre papel relevante para esse cenário, pois apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à educação não existe na grade curricular do ensino de base aulas de computação. Assim, o acesso a esse meio de comunicação tornou-se restrito a um grupo, a causar, nesse sentido, um retardo no contato de algumas pessoas à essa ferramenta de comunicação. Portanto, a falta de democratização do acesso à internet gera um despreparo por uma parte da população brasileira, tendo em vista que muitos iniciam esse contato por conta propria.
Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com o analfabetismo digital no Brasil. Para isso o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais, nos ensinos infantil e médio, como a semana da internet, com estudo de casos e peças teatras que possam conscientizar os jovens sobre a importância das ferramentas digitais para o desenvolvimento social, a mostrar, assim, a responsabilidade do compartilhamento de informações nas redes sociais e sua importância economica para as relações comercias, acabando, desse modo, com o distanciamento entre a população e os meios digitais.