A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 09/01/2021
É fato que a globalização é a integração econômica, social, cultural e política dos países, o qual foi impulsionada pela significativa evolução dos meios de transportes e comunicação. Entretanto, os indivíduos excluídos dos meios digitais, por não saberem utilizá-los, são privados dos seus direitos ao acesso às notícias e informações previstos na Constituição federal de 1988. Assim, essa problematização é perpetuada, em grande parte, devido à ausência de esclarecimento e planos de inclusão das novas tecnologias.
Nesse contexto, é importante salientar que, segundo a obra “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire, a educação seria capaz de libertar o indivíduo da opressão social. Todavia, jovens e adultos, especialmente, são alvos do analfabetismo digital, o que interfere nos ideais propostos por Freire, já que a falta de tecnologias e profissionais específicos nas escolas para educar e conscientizar o uso contribui para a desigualdade social no mercado de trabalho e no ensino superior, dado que dominar programas de computador como word e excel são básicos para inclusão nas empresas e faculdades.
Ademais, é fundamental apontar que, de acordo com o jornal The Economist, o Brasil é colocado em quarto lugar no nível de confiança em informações compartilhadas nas redes sociais. Tal fato evidencia a falta de senso crítico na internet, pois as pessoas não desconfiam da veracidade das reportagens, o que permite as mesmas serem alvo do conceito “Alienação Social” da teoria marxista, do filósofo Karl Marx, o qual seria um processo de exploração capitalista, pois idéias são impostas pela mídia e não há reflexão pelo receptor.
Depreende-se, portanto, que para mudar tal cenário são necessários planos governamentais. Para isso, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação, ampliar o acesso às novas tecnologias nas escolas e elaborar propagandas nas redes sobre como identificar as Fake News, por meio de distribuição de verbas, que permitem a aquisição de computadores e especialistas para a formação dos alunos, e também, educar a população brasileira sobre a legitimidade das informações. Tudo isso, a fim de garantir inclusão e alfabetização digital. A partir disso, espera-se que haja cumprimento das normas da Carta Magna.