A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Na mitologia grega, Aquiles, o temível guerreiro de Troia, foi atingido em seu calcanhar por uma flecha envenenada, o qual era seu único ponto fraco de uma vida gloriosa. Analogamente ao mito, o Brasil é atingido em seu calcanhar, que é a população brasileira, pela flecha negligência governamental no que se refere às tecnologias, que envenena as pessoas e proporciona graves problemas. Diante do exposto, não há dúvidas de que o analfabetismo digital no Brasil é um grande problema, o qual tem causa na ilegitimidade governamental e suscita graves consequências, como a fragilização do indivíduo.
Em primeiro plano, é evidente que a participação do governo no processo de alfabetização digital é de suma importância. Entretanto, isso não é o que acontece, visto que de acordo o The Inclusive Internet Index, o Brasil ocupa as piores colocações no quesito de preparo para o uso da internet. Segundo o sociólogo Max Webber, o Estado só é legítimo quando respeita os direitos do cidadão. Sob essa visão, é indubitável que a máxima do autor não é seguida, uma vez que a atual regência não assegura um ensino de qualidade sobre o acesso e as ferramentas digitais. Desse modo, a ilegitimidade governamental funciona como forte base para o aumento do abismo do conhecimento, agravando essa realidade no Brasil.
Em consequência disso, é explícito que esse comportamento gera graves imbróglios. Dessarte, a fragilidade do indivíduo em relação à sociedade e ao mercado de trabalho é visível, dado que ele não detém os conhecimentos e as ferramentas necessárias no cenário tecnológico atual, dessa forma criando ainda mais um abismo entre aquele que possui e aquele que não possui essas ferramentas. Ademais, segundo o filósofo inglês Hebert Spencer, a sociedade é como um organismo vivo. Assim, um indivíduo fragilizado no corpo social, como aquele que não é alfabetizado digitalmente, compromete todo o organismo. Diante disso, nota-se que a flecha envenenada perfurou o calcanhar da nação.
Portanto, medidas são necessárias para combater o problema. Logo, cabe ao Ministério da Educação promover um ensino tecnológico e digital, por meio da obrigatoriedade de aulas sobre computação e mídias em escolas, que são a base de formação de qualquer cidadão, a fim de que os alunos de fato tenham acesso e aprendizagem sobre o mundo digital. Dessa maneira, o calcanhar de Aquiles estará protegido de qualquer flecha envenenada.