A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Na série britânica “Black Mirror” retrata temas obscuros e satíricos que examinam a sociedade moderna, particulamente a respeito das consequências imprevistas das novas tecnologias. Contudo, tal respaldo trata de dificuldades existentes na atualidade no Brasil. Dentre tantos fatores relevantes para a ocorrência dessa adversidade, destacam-se: a falta de preparo para uma educação digital e o compartilhamento demasiado de notícias infudadas.

Primeiramente, é válido ressaltar que no Brasil o analfabetismo funcional é um problema bastante alarmante. Além disso, o país é despreparado para formação de uma alfabetização digital, desde que o ensino básico não apresenta esse tipo de conteúdo. De acordo com a Constituição Federal de 1998 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu artigo 6°, o direito a educação inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa distoa da realidade.

Entretanto, os problemas não se encontram apenas nas causas do despreparo para uma educação digital, mas estão muito presentes na consequência dessas. De modo que, o indivíduo que não possue formação de uma alfabetização digital, compartilha notícias infundadas  que recebe por meio das redes sociais podendo afetar toda a estrutura social, econômica e política do país. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os  cidadãos desfrute de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Portanto, medidas são necessária para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve implantar uma educação digital, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que as escolas realizem uma didática com a utilização da tecnologia e ensinem a maneira correta de usá-la, afim de que os cidadãos cumpra com os direitos e deveres tecnológicos através da informação.