A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Com linguagem simples e enfática, Carlos Drummond de Andrade - em seu poema “No Meio do Caminho” - releva inquietações que acometem o ser humano. Fora desse contexto literário, o homem contemporâneo, deve se sentir encorajado não só para denunciar, mas também para mitigar do corpo social, a grave mazela do analfabetismo digital no Brasil. A priori, impende compreender que a escassez de informação partilhada com a população adjunto a inércia do Governo brasileiro são as causas desse imbróglio.

Em primeira instância, é mister ratificar que a pouquidade de informações disponíveis acerca das novas tecnologias para sociedade brasileira é um fator determinante para o analfabetismo digital no Brasil, haja vista que a carência de conhecimento concebe a sensação de segregação com a hodiernidade, além de fazer com que não seja possível parcela da população desfrutar das novas descobertas em razão de não saber como utilizá-las, o que acarreta no comprometimento da qualidade de vida desses indivíduos. Sob essa ótica, é indubitável que essa adversidade propiciou a violação a Constituição Federal de 1988, a qual garante o bem estar social, porém na prática não é corroborado.

Em segunda análise,  é imperioso reconhecer que o Governo brasileiro se qualifica como o principal responsável pelo analfabetismo digital no Brasil, devido sua inércia perante esse cenário abjeto. Pois, é fato que os governantes permaneceram omissos e nada fizeram para combater o empecilho, mesmo sendo a sua obrigação assegurar a harmonia social. Outrossim, é cabível nomear o Estado como “Instituição Zumbi”, conceito criado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman para definir instituições que embora conservem sua forma, não cumprem com suas funções. Destarte, é necessário que a sociedade pressione a gorvenança para atender suas necessidades e assim, erradicar o revés que assola o país. Logo, garantindo o direito prometido na Constituição Federal de 1988.

Dessarte, para extinguir a mazela do analfabetismo digital no Brasil, urge que o Governo promova o acesso de informações sobre as tecnologias no corpo social, para que a população seja orientada de como usufruir dessas novas descobertas e estajam cientes de suas funções e restrições, por meio de uma ampla divulgação midiáica e palestras orientadoras. Dessa forma, melhorando a qualidade vida, preservando os direitos, livrando o ser humano das inquietações que o acometem e superando a vicissitude.