A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 14/01/2021
No ano de 1934, foi promulgada a terceira Constituição brasileira, na qual foi estabelecida o ensino primário gratuito e obrigatório. O Brasil hodierno enfrenta além do analfabetismo funcional, a questão do analfabetismo digital que foi engravescido pelo contexto histórico atual. Tal realidade é o resultado inegável da negligência governamental. Assim, convém analisar as principais causas que acentuam esse assunto.
Em primeira análise, o artigo 205 da Constituição Federal do Brasil considera a educação como um direito a todos. Contudo, é perceptível que trata-se de uma utopia, uma vez que o ensino à distância tornou-se vital, porquanto o mundo encontra-se em um cenário pandêmico e 25% dos brasileiros não possuem à internet, de acordo com dados oficiais do governo.
Ademais, um fator relevante na questão do analfabetismo digital: a desigualdade social. Na educação a distância faz-se necessário a utilização de algum aparelho eletrônico, o que acentua a dificuldade das populações mais pobres em terem acesso às aulas. Visto que esse gênero de dispositivo possui preços altos, sendo mais um dos muitos obstáculos enfrentados em um país que possui quase 52 milhões de preferencialmente na pobreza, segundo o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).
Portanto, conclui-se que se trata de uma situação que carece de soluções. É imprescindível que o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promova projetos com o intuito de democratizar o acesso à internet para a população carente. As Organizações não governamentais (ONG’S) na companhia do Governo devem promover campanhas de arrecadação de aparelhos eletrônicos. Assim,