A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 10/01/2021
O terceiro artigo da constituição federativa do Brasil, promulgada em 1988, garante que é dever do Estado promover o desenvolvimento nacional. Entretanto, ao analisar o combate ao analfabetismo digital na sociedade canarinha, percebe-se que estás estão deterioradas, o que impede o progresso brasileiro. Diante disso, vê-se que tal fato está vinculado a negligência governamental no que diz respeito a educação tecnológica no país. Ademais, o ato é responsável pelos casos de exclusão digital de parte da população do Brasil.
A priori destaca-se a ausência de medidas administrativas para uma formação digital como causadora do problema.Sob tal perspectiva, segundo os ideais do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a educação. Nesse sentido, constata-se que a falta de orientação a cerca das novas tecnologias da informação atrelada a desigualdade social são fatores que, infelizmente, contribuem para a persistência do analfabetismo digital. Dessa forma, todos os fatores responsáveis são a força motriz para marginalização entre os segmentos sociais.
A posteriori,o desenvolvimento tecnológico possibilitou maior interação entre os indivíduos e o mundo globalizado. Todavia, cabe analisar que a restrição imposta pela falta de conhecimento contribuí para a exclusão dos cidadãos. Partindo dessa verdade, é possível fazer alusão a série Black Mirror, em virtude de serem apresentadas pessoas colocadas a margem da sociedade por não adequarem-se ao mundo conectado pela internet. Assim, depreende que a sociedade brasileira não está longe daquela apresentada na série televisiva.
Parafraseando o poeta Drummond somente leis não bastam pois elas não modificam valores. Nesse viés, urge, portanto,que o Ministério da Educação,setor responsável pelas instituições escolares,distribua computadores assim como,auxilie na formação de professores sobre a tecnologia por meio de cursos voltados para educadores, a fim de modificar a forma como são vistas e as integrando no cotidiano. Por fim, é necessário que o Ministério da Ciência promova a inclusão dessa parte da população excluída por meio de cursos gratuitos nós estados. Somente assim, o desenvolvimento nacional será concretizado e o Brasil cumprirá o que rege a sua magna carta.