A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
No filme “Encantada” conta a história de Giselle, uma garota que por meio de um portal mágico é transportada para o século XII, ao decorrer da história ela apresenta dificuldades em conseguir utilizar tecnologias típicas do período no qual ela está inserida. Fora da ficção, o Brasil demonstra um complexo obstáculo na questão do alfabetismo digital, visto que grande parte da população apresenta problemas como a da personagem. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave impasse em virtude da falta de debate e políticas públicas.
Em síntese, a ausência de diálogo sobre o analfabetismo digital corrobora para a existência desse fator. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como a falta de formação digital seja resolvido faz-se necessário debater sobre. No entanto, persebe-se uma lacuna no que se refere essa questão, que ainda é muito silenciada e apresenta ausência de campanhas informativas sobre a importância da alfabetização tecnológica. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Além disso, é importante ressaltar que o descasso do Estado em promover políticas públicas de incentivo a aproximação digital, contribui para a existência desse problema. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política, disse em um de seus discursos que a política é serva do povo e não ao contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade sobre o acesso aos meios tecnológicos e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas públicas que faça com que aulas de informática, educação digital e centros públicos de instrução tecnológica alcancem toda a população. Portanto, quando assim não se faz, a resolução de tal fato é praticamente utópica.
Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medidas práticas, é necessária uma ação mais engajada do Estado. Assim o Governo Federal, por meio do Ministério da educação, deve promover políticas de insentivo ao ensino digital, com implementação de aulas de informática em escolas públicas e centros públicos de instrução tecnológica a população idosa. Com isso, haverá uma redução da porcentagem de analfabetismo digital no Brasil.