A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Revolução Indústrial na Inglaterra da início ao processo de desenvolvimento tecnológico em muitos âmbitos, principalmente na àrea da comunicação. Ao passar do tempo, surgem aparelhos telefônicos e computadores para disseminar informação e suprir as necessidades da sociedade, com a internet, porém, a nação brasileira enfrenta sérios desafios de desigualdades. Assim, é lícito afirmar que o aumento contínuo do analfabetismo digital gera várias vertentes significativas relacionadas à tecnologia.Isso ocorre devido à falta de ensino nas escolas e à ausência de políticas públicas.

Em primeira análise, evidencia-se que a escassez de aprendizagem digital nas escolas colabora negativamente para o retrocesso. Isso acontece porque as instituições não tem infra-estrutura para passar conhecimento, como aulas de informática, desenvolvimento técnico e professores capacitados para atender a demanda necessária. Sob essa óptica, o filósofo Immanuel Kant afirma que o homem é aquilo que a educação faz dele, ou seja, o ensino é fundamental para agregar valores sociais ao exercer a cidadania, com o objetivo de contribuir na modificação comportamental do indivíduo. Consequentemente, a situação mencionada se repete constantemente, pois a falta de acessibilidade digital, possibilita a perpetuação do analfabetismo na sociedade.

Além disso, é imperativo pontuar que a insuficiência de políticas públicas corrobora para a permanência das divergências existentes. Essa lógica é comprovada com a ausência de mecanismos efetivos para amenizar o analfabetismo digital, ao impossibilitar verbas públicas e a negligência em disponibilizar a internet para pessoas carentes. Contudo, a Constituição Federal de 1988 garante o direito ao acesso tecnológico , entretanto, na prática, essa veracidade é diferente da condição vigente, visto que os cidadãos são inviabilizados de desfrutar dos recursos digitais. Logo, é substancial a mudança desse quadro para facilitar a propagação da internet e proporcionar alfabetização.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para diminuir o analfabetismo digital. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação lançar um projeto social, ao legitimar fundos financeiros para atender as instituições, voltada em compartilhar conhecimento digital com os docentes, por meio de aulas, cursos e abordagens reflexivas para modificar o comportamento dos aulnos perante a internet, no intuito de promover igualdade e bem-estar coletivo para satisfazer as necessidades dos cidadãos. Ademais, é preciso que o Governo Federal coloque rigor a Constituição ao criar um programa para favorecer conexão cibernética em comunidades de baixa renda, ao cumprir o direito da cidadania, com a contratação de profissionais do setor para ajudar a população a se desenvolver de forma eficiente e segura. Sendo assim, o espectro causado na Revolução Indústrial poderá se realizar na corporação.