A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, no seu Artigo 6° assegura o acesso a educação, como direito de todos cidadãos. Entretanto, apesar de tal garantia, percebe-se que, na atualidade, não há o cumprimento desse deve, pricipalmente no que diz a respeito do analfabetismo digital. Nesse sentido, faz-se mister analisar a negligência do poder governamental e a desigualdade social, como fatores que favorecem esse quadro.

Embora se diga, que o governo brasileiro estar resolvendo a questão da educação digital. Contudo, na prática isso não ocorre, o que configura segundo as ideias do filósofo contratualista Jonh Locke, a violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que a população desfrute de direitos indispensáveis. Dessa maneira, como consequência há um agravamento do problema, pois não se possui um conjunto de ações voltadas para a sua solução.

Outrossim, as desigualdades históricas brasileira apresenta relações com a existência de cenário. Segundo o poeta Ariano Suassuna, " O que é muito difícil é você vencer a injustiça secular que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos". Com isso, devido aos altos custos os meios tecnológicos e da internet, é criada a exclusão das camadas mais pobres, o que proporciona um bloqueio desse conhecimento a essa parte da população.

Torna-se evidente, portanto, que o analfabetismo digital é um entrave que precisa ser solucionado. Sendo assim, é imprescindível que o MEC por intermédio de verbas governamentais, proporcione nas escolas aulas de informática, a fim de que a educação tecnológica ocorra ainda na infância, para que as crianças se tornem cidadões que não usem a tecnologia apenas para diversão Mas também como uma ferramenta para o seu desenvolvimento. Assim, é possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos direitos presentes na Constituição Federal.