A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Com os benefícios da Revolução Técnico-científico-informacional, ocorreram evoluções extraordinárias nas tecnologias e nos meios de produção, contribuindo para uma melhoria na qualidade de vida dos indivíduos. Entretanto, essa frenética modernização deixou vestígios negativos nos países em desenvolvimento, como o Brasil, causando a exclusão de pessoas que não possuem acesso à tal tecnologia. Desse modo, ficam evidentes os altos índices de analfabetismo digital no Brasil, facilitando ataques hacker e a disseminação de “fake news”.

Em primeiro lugar é importante destacar que, em função do avanço e disseminação da tecnologia, o mundo digital tem tornando-se cada vez mais perigoso. No filme “Vingadores: A era de Ultron”, o empresário Tony Stark cria o mecanismo de inteligência artificial Ultron que, ao final torna-se independente e perigoso, sendo uma poderosa arma de destruição. Fora da ficção, hackers usam a tecnologia para invadir e prejudicar outros indivíduos. Sendo assim, fica evidente que o analfabetismo digital abre brechas para invasores, que aproveitam-se da vulnerabilidade da vítima para roubá-la.

Além disso, a falta de conhecimento dos internautas pode ser manipulada e usada como ferramenta para repassar notícias falsas. De acordo com o veículo de notícias internacional, The Economist, o Brasil ocupa uma das mais altas posições no ranking de confiabilidade das informações compartilhadas nas redes sociais. Dessa forma, fica clara a facilidade em propagar as famosas “fake news”, com uma população sem acesso à informação de fontes seguras.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Tecnologia crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem os perigos do analfabetismo digital e ofereçam ao interlocutor fontes confiáveis de pesquisa. Somente assim, será possível combater o uso indevido da tecnologia e, ademais, evitar que ela torne-se uma vilã, assim como Ultron.