A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A declaração universal dos direitos humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto a questão do analfabestismo digital. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da ausência de aulas informatizadas e da exclusão digital.
Em primeiro lugar, é importante destacar que não há aulas de informática nas instituições de ensino público, em que profissionais formados no assunto insiram o jovem no meio digital. Segundo a Constituição de 1988, em seu artigo 6°, garante a educação como sendo um direito fundamental. Contudo, observando a atual circunstância e levando em conta a grande parte da nação que é analfabeta digital, o que deveria ser um direito constitucional torna-se uma regalia no Brasil.
Ademais, a exclusão digital vem crescendo a cada ano que se passa no Brasil, de acordo com a pesquisa TIC domicílios, existem 47 milhões de brasileiros sem acesso à internet ou aparelhos eletrônicos, realidade que afeta especialmente domicílios da região Nordeste (35%) e famílias com renda de até um salário mínimo (45%). Logo, observa-se que os moradores de áreas remotas onde a internet não chega estão incomunicados e há uma barreira ao estudo e ao conhecimento através de equipamentos eletrônicos.
Portanto, medidas devem ser aplicadas para inverter o quadro atual. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, junto ao Ministério da Educação, em um amplo debate com sociedade civil, criar projetos que possibilitem a instalação de computadores em escolas de ensino público, por meio de verbas do Governo Federal, que viabilizem a formação do jovem na área de informática. Isso tudo na intenção de proporcionar o ensino digital. Espera-se com essa medida, o fim da questão do analfabestismo em questão no Brasil.