A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Para o alemão Klaus Schwab, diretor do Fórum Econômico Mundial, a Quarta Revolução Industrial abrange novas formas de produção e consumo, ou seja, a inteligência artificial está mudando a vida das pessoas. Contudo, na contramão desse avanço tecnológico, prevalece um elevado índice de analfabetismo digital no Brasil. Nesse sentido, dentre outros fatores, isso acorre pela falta de qualificação da sociedade e, por outro lado, pela ausência de políticas públicas voltadas para essa temática.

Mormente, é importante destacar que a sociedade precisa de qualificação para acompanhar os avanços tecnológicos. Dessa forma, Paulo freire, educador e filósofo brasileiro, diz que “sem educação a sociedade não muda”. Nesse contexto, a população brasileira precisa adotar uma postura proativa e colocar em prática o que foi retratado pelo filósofo. Sendo assim, buscar alternativas de capacitação - curso on-line ou presenciais, video aulas, projetos de extenção - poderão impactar positivamente na capacitação da população frente às novas tecnologias.

Somado a isso, é indispensável que o poder público desenvolva novas ações voltadas para reduzir o analfabetismo digital da sociedade. Nesse sentido, a Constituição Federal (CF) de 1988 assegura que é dever do Estado garantir a educação dos cidadãos. Ademais, a CF também elenca os princípios da igualdade, acessibilidade e dignidade da pessoa humana. Assim, fica claro que os governantes devem agir para corrigir essa situação lamentável no Brasil. Consequentemente, com mais oportunidades capacitação, provavelmente, haverá uma redução na desigualdade social.

Infere-se, portanto, que é papel do Estado romper com o analfabetismo digital no Brasil. Nesse viés, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, promover uma campanha voltada para educação digital. Ademais, essa campanha deve adotar ações como palestras nas escolas, oficinas para a terceira idade e cursos de curta duração para a população em geral. Com isso, espera-se minimizar o analfabetismo digital, garantir os direitos previstos na CF e promover maior igualdade social.