A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/09/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu artigo terceiro, cabe ao Estado garantir o desenvolvimento de uma nação. Entretanto, no que tange ao analfabetismo digital no Brasil, tal recurso encontra dificuldades na sua inserção ao meio coletivo, fato que, por sua vez, pode significar a não garantia do direito previsto pela constituição: o progresso isonômico.

Em primeira análise, deve destacar que o Brasil possui um grande número de analfabetos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 11 milhões de pessoas não foram alfabetizadas. Consequentemente, se o Estado não é capaz de garantir o conhecimento básico de uma sociedade, como o conhecimento à leitura e à escrita, ele também não vai garantir a inserção destes nos recursos digitais, uma vez que saber ler e escrever é requisito básico para desenvolver quaisquer outras habilidades.

Além disso, as ferramentas tecnológicas ainda são recursos acessíveis apenas a uma pequena parcela populacional, devido ao seu alto valor de custo. logo, ainda que muitos tenham as habilidades básicas para aprenderem a utilizar as ferramentas digitais, faltam a eles o acesso aos meios. Assim, a camada mais pobre, que em sua grande maioria (de acordo com o IBGE) é negra, encontra-se prejudicada na corrida para a alfabetização digital. Essa desvantagem pode gerar impactos futuros nas oportunidades de trabalho da população mais necessitada, uma vez que as empresas e indústrias tendem a ser cada vez mais tecnológicas.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência e Tecnologia promovam ações públicas que ajam sobre óbice. Isso pode ser realizado por meio de cursos gratuitos de informática, além da melhora da estrutura tecnológica nas escolas públicas, como seus laboratórios de informática. Desse modo, a população de baixa renda terá mais acesso aos meios, garantindo a ele melhores oportunidades de trabalho. Só assim será possível garantir um desenvolvimento isonômico.