A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Segundo Immanuel Kant, “o homem é tudo aquilo que a educação faz dele”. Nessa perspectiva, a atualidade demanda que as pessoas sejam educadas sobre os avanços da tecnologia, que já faz parte do cotidiano moderno. Logo, aqueles que, por falta de acesso, não podem estar a par das atualizações digitais, correm o risco de ficarem aquém das mudanças sociais ou até mesmo enfrentar problemas financeiros.
Em primeira análise, como citado na Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem o direito de acesso à educação e isso deve ser suprido pelo Estado quando necessário. Porém, como apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24 milhões de brasileiros não acessam a internet por falta de conhecimento. Dessa forma, é evidente que o Estado falha em prover os direitos da população, que por sua vez sofre as consequências ao ficar excluída do mundo atual. Como exemplo disso, a Coréia do Norte, que vive em uma ditadura, priva seus cidadãos do livre acesso à internet com o objetivo de manter os coreanos desatualizados.
Em segundo plano, a população que é privada do acesso às tecnologias pela irresponsabilidade do Estado sofre os reflexos em relação às demandas da atualidade. Nesse aspecto, como ocorreu no ano de 2020, quando o Governo Federal disponibilizou o Auxílio Emergencial, programa cujo era necessário possuir algum conhecimento tecnológico para recebê-lo. Consequentemente, os milhões citados pelo IBGE podem ter tido dificuldades para acessar o subsídio e por isso acabarem expostos a falta de alimentos e moradia, apenas porque não existe o respaldo necessário para minimizar os efeitos do analfabetismo digital.
Portanto, a falta de educação tecnológica é uma questão existente no Brasil que trás consequências para os mais vulneráveis. Para solucionar essa mazela, é necessário que o Ministério da Educação crie centros de ajuda com unidades de fácil acesso nas cidades e no interior, com voluntários que estejam dispostos a auxiliar as pessoas que têm dificuldade com a tecnologia, a fim de possibilitar mais acesso à informação e a indepedência dos grupos mais atingidos. Desse modo, o analfabetismo digital não será mais um problema no Brasil.