A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/01/2021

De acordo com o empresário norte-americano Steve Jobs “a tecnologia move o mundo”. Ou seja, para estar inserido na sociedade atual há a necessidade de pertencer ao mundo digital. Entretanto, a questão do analfabetismo digital no Brasil apresenta diversos obstáculos que exclui parcela da sociedade do ambiente tecnológico, como a negligência legislativa e a discrepância social de nossa nação.

Diante desse cenário, é notório a ineficácia das leis no país. Segundo o jornalista e escritor brasileiro Gilberto Dimenstein “os direitos constitucionais residem tão somente na teoria”. Desta maneira, a dificuldade de aplicação de nossa Constituição na prática afasta muitas pessoas do meio digital pela falta de segurança, que é um direito fundamental para o bem-estar social, deixando-os vulneráveis a armadilhas e golpes virtuais, excluindo-os desse ambiente.

Outrossim, observa-se a desigualdade social em nossa plaga. O sociólogo alemão Karl Marx diz que “a história de todas as sociedades até hoje existentes é a história da luta de classes”. De forma análoga, é indubitável que no Brasil, enquanto diversas crianças já possuem smartphones, famílias inteiras não possuem acesso a direitos básicos como saneamento e água potável. Deste modo, indivíduos que sofrem dessas mazelas da sociedade não possuem condições financeiras de adquirir celulares ou computadores e, consequentemente, se tornam alfabetos digitalmente.

Urge, portanto, a necessidade de intervenções para diminuir esses empecilhos. Cabe ao governo federal a criação de uma legislação própria para crimes cibernéticos com o intuito de garantir a fiscalização e segurança dos indivíduos nos meios virtuais, com penas mais severas para os que descumprirem tais leis. Além da criação de campanhas para doação de aparelhos eletrõnicos e vendas de celulares usados, com ajuda das prefeituras, para famílias que possuem renda per capita menores que um salário mínimo, para que possam integrar os ambiente digital. Consequentemente, por meio dessas propostas, espera-se que no futuro vivamos em uma sociedade mais justa e igualitária.