A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, por meio desse fragmento do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em sua jornada. Dessarte, o analfabetismo digital presente no Brasil contemporâneo constata esse pensamento. Ademais, tendo em vista que tal fator tem como consequências a fragilidade dos leigos digitais, a segregação e a desigualdade, faz-se necessário uma reflexão e também medidas que possam combatê-lo.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o mundo contemporâneo está cada vez mais dinâmico e acelerado, exigindo com caráter de obrigatoriedade, um “mundo em rede”, em que todos estão conectados, alterando as relações presenciais para as virtuais. Entretanto, parte da população não está preparada para tal mudança, deixando essa cota marginalizada em virtude da ausência de seu conhecimento tecnológico. Assim sendo, de acordo com o filósofo Platão “o importante não é viver, mas viver bem”, no entanto, estar em conformidade com Platão tem se tornado um desfio na sociedade moderna. Prova disso, é a falta do Estado no cumprimento do Artigo 6º da Constituição Federal, onde a educação é um direito iniludível, que não é empregado na esfera tecnológica, gerando o analfabetismo digital em parte de seus nacionalizantes.

Por conseguinte, presencia-se vulnerabilidade digital como corolário do problema. Destarte, no filme “Invasores, Nenhum Sistema Está a Salvo”, narra a história de um grupo de “hackers” e a facilidade de enganar e extorquir dinheiro na internet. Paralelamente, essa fragilidade é presente no Brasil, pois grande parte de sua população está desprovida de conhecimento tecnológico, tornando-os suscetíveis à golpes no mundo virtual. Partindo desse pressuposto, é inquestionável que o descasco governamental na educação digital difere na resolução do óbice, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Para o combate ao analfabetismo no Brasil, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, um curso gratuito de educação tecnológica, para que todos tenham acesso à educação digital básica, a fim de prevenir uma debilidade as possíveis enganações na rede e extinguir a segregação e desigualdade nesse âmbito. Além disso, cabe ao mesmo instituir a educação tecnológica em grades escolar para que os pequenos brasileiros já cresçam alfabetizados nessa esfera. Pois, talvez assim, possamos retirar essa pedra do caminho e seguir em frente.