A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
De acordo com os iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos cidadãos, garantindo-lhes sua efetiva liberdade. Sendo assim, deve-se discorrer sobre a importância da educação tecnológia e computacional, sobretudo no que tange à falta de recursos para o aprendizado dessa parcela da população brasileira e ao impacto do analfabetismo digital em tempos de pandemia.
Exordialmente, a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “The Metropolis and Mental Life” - ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Desta forma, nota-se que a teoria levantada pelo então citado sociólogo é pertinente ao analfabetismo digital no Brasil, imbróglio que merece maior atenção e investimento estatal, uma vez que o conhecimento tecnológico se torna cada vez mais necessário com o advento da Quarta Revolução Industrial.
Outrossim, o documentário em série “Coronavirus, explained”, da plataforma de streaming Netflix retrata os momentos da pandemia da covid-19. Durante os episódios, é possível perceber o aumento da importância do uso de tecnologias no cotidiano a fim de promover maior isolamento social, fato que dificultou a vida das pessoas que não têm afinidade na área digital.
Considerando os argumentos supracitados, é indubtável que o Ministério da Educação, em parceria com escolas, por meio de campanhas, cartilhas e cursos, crie um programa de educação digital que englobe toda a população brasileira. É necessário, ainda, que o Ministério da Economia arrecade fundos para investimento nessa área da educação - que é tão importante como as demais. Tudo isso a fim de promover a democratização do conhecimento digital no país. Desta forma, de acordo com Diderot e D’Alembert, a liberdade se extenderá a todos os cidadãos, erradicando a alienação tecnológica.