A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Na conhecida obra “Up!”, um senhor abandona a sociedade após a morte de sua esposa não saindo para lugar nenhum, então, um menino aparece, juntos eles começam a viajar e idoso volta a se integrar na comunidade. Embora no início do filme o velhinho permaneça a beira da sociedade ficando em casa, na Era da Tecnologia, muitas vezes, a participação na sociedade é determinada apenas pelo uso das mídias sociais e quando não há uso nenhum, muitos acabam por não serem integrados à sociedade. Nesse contexto, surge o analfabetismo digital no Brasil, tendo como principais causas a falta de incentivo e de segurança.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de debate sobre o analfabetismo digital é um fator determinante para a persistência do problema. O filósofo alemão Habermas defendia que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, a falta de debate prejudica a população não apenas por conta da desinformação resultante, mas também, porque torna mais desafiadora a criação de uma solução.
Outro ponto relevante é a falta de segurança nas mídias sociais. Mesmo o Brasil tendo um dos maiores números de usuários, a maioria destes não se sentem seguros na internet, não apenas por conta de grupos como o Anonymous (que revelou diversas informações confidenciais) mas também por conta de diversos ataques de hackers ao STF, TSE e Ministério da Saúde, que, ao não serem bem administrados, passaram à população a impressão de que a internet não é um lugar seguro.
Logo, é imprescindível que medidas sejam tomadas. Para tal, o Ministério da Educação deveria atuar em conjunto das prefeituras para implementar programas de informática ambientados nas escolas, aos quais toda população poderia participar. Além disso, por meio de cursos, idosos poderiam aprender a se “alfabetizarem”, e também os mais jovens aprenderiam sobre as oportunidades que a internet pode prover. Assim, a parcela mais velha da população não seria excluída da sociedade e diferentes gerações teriam uma melhor convivência, assim como em “Up!”.