A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

A Revolução Técnico-científica, ocorrente ao longo do século XX, surgiu como o momento histórico em que houveram uma série de descobertas, pesquisas e inovações de cunho tecnólogico em todo o globo, impulsionado através do fenômeno da globalização. Surge-se então, a necessidade de uma familiarização social com o meio digital, a qual não ocorre em decorrência da imprudência estatal somado ao alto custo financeiro que provém do acesso à tecnologia.

Em primeira plano, basta um olhar atento à meios públicos, para perceber que, apesar de forte presença digital no cotidiano, seja em âmbito escolar ou no labor de milhares de brasileiros, observa-se também a grande dificuldade de uma parte do corpo social em realizar o uso. Diante disso, percebe-se a negligência do Estado, quando o mesmo se faz ausente na tomada de medidas que realizem a inclusão digital à vida dos cidadãos. Dessa forma, como a mesma não é feita, aumenta-se assim a segregação da sociedade, portando-se como uma violação do Contrato Social, idealizado pelo filósofo John Locke, em que o estado não realiza seu papel de garantir o direito à população, a exemplo, a alfabetização digital.

Ademais, segundo dados de pesquisas publicadas pelo IBGE, uma em cada quatro pessoas não possui acesso a internet, representando cerca de 46 milhões de pessoas. Sendo assim, como impulsionador da realidade exposta, o alto custo de aparelhos tecnológicos para camadas mais pobres da sociedade. Sob esse viés, surge o afastamento da mesma dos meios digitais, prejudicando-a, tendo em vista que a tecnologia cada vez mais  se faz presente em todas as áreas da vida do indivíduo do século XXI.

Conclui-se, portanto, que para haver a atenuação da ocorrência social do alfabetismo tecnológico, compete ao Ministério de Infraestrutura, por intermédio de parcerias público-privadas, a construção de antenas de redes Wi-fi, em prol do barateamento de custos, bem como instruções de uso da mesma. Tal ação consolidará uma sociedade mais próxima a tecnologia e democrática, bem seguindo o Contrato Social por Locke.