A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A Constituição da República Federativa do Brasil garante, em seu artigo 205, a educação visando o pleno desenvolvimento da pessoa e sua qualificação. Entretanto, problemas são encontrados para se adquirir a plena alfabetização digital no Brasil, visto que a facilidade na disseminação de informações acarreta prejuízos de conteúdos. Dessa forma, as fake news nos tempos atuais e o acesso aos meios de comunicação devem ser analisados para um debate produtivo acerca do tema.

Em primeiro plano, cabe levar em consideração a evolução da tecnologia e o impacto frente as notícias falsas. Sendo assim, com o advento da terceira revolução industrial, as informações são propagadas em progressão geomátrica, logo, não são feitas as reflexões e checagens necessárias dos textos. De maneira análoga, o filósofo polonês Zygmunt Bauman expõe as Instituições Zumbi, nas quais há o enfraquecimento das bases formadoras de valores na sociedade, relacionando-se a um menor índice de postagens verdadeiras nas redes e ao conectar os indivíduos a mentiras nas páginas virtuais.

Ademais, a desigualdade precisa ser debatida na temática. Desse modo, alguns indivíduos não são englobados pelos diferentes aparelhos, já que não têm condições financeiras para comprá-los. Concomitante a isso, o sociólogo alemão Max Weber apresenta o esquema de graduação, o qual consiste em um fator (renda) ou vários fatores (renda, tipo de trabalho e grau de instrução) são determinantes para o acesso aos bens sociais. Em vista disso, as evoluções tecnológicas não abrangem a parte mais carente da população e criam uma diferença maior em aspectos econômicos e sociais.

Em suma, para resolver a problemática das informações falsas e da disparidade no acesso, medidas são necessárias. Então, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve introduzir a disciplina Ética nos currículos escolares, assim criando uma base curriculas mesclada com atualidades, a fim de formar indivíduos conscientes e que reconheçam as fake news. Outrossim, o Ministério do Trabalho, junto ao da Infraestrutura, criar empregos e fornecer cursos capacitantes em tecnologia e internet através de obras, contratações e horários para aprendizagem, com intuito de formar empregados aptos e com condições de adquirir aparelhos de comunicação. A tomada dessas atitudes deverá atenuar o problema e não fará com que a Carta Magna seja verossímil a da Bruzundanga de Lima Barreto.