A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

O artigo sexto da Constituição Federal discorre acerca dos direitos fundamentais de todo cidadão, entre eles, amplo acesso ao lazer, a saúde e a educação. Porém, há uma discrepância acerca do que é garantido e da realidade, visto que a questão do analfabetismo digital é do espectro da educação na realidade atual e segue sendo um problema. Destarte a isso, fica evidente a necessidade de um debate sobre a ausência de políticas públicas e insuficiência legislativa acerca desse problema.

A priori, a falta de ações governamentais é um dos protagonistas desse contratempo. Segundo o célebre personagem da política pública, Abraham Lincoln, a política deve servir o povo e não o contrário. No entanto, atualmente não existe um programa social que abrange o analfabetismo digital, que segundo matéria do G1 em 2018, alcança mais de 60% da população maior de 30 anos, em especial, os mais pobres. Com os avanços da tecnologia no dia a dia da sociedade, é necessário que todos estejam incluidos para haver uma sociedade mais justa.

Igualmente, a insuficiência legislativa tambem urge como outro grande catalisador dessa adversidade. Segundo o jornal Estadão, em matéria de 2020, o excesso de leis prejudica o andar dos processos, isso se dá pela falta de complexidade do Código Penal e da Carta Magna. Logo, com os problemas atuais, uma Constituição feita em 1988 não irá abranger os contratempos contemporâneos como as tecnologias atuais, e também não assegura as vias em que eles seriam ser solucionados.

Portanto, medidas se tornam necessárias para frear tal problemática. Dessa forma, o Congresso Nacional, órgão do Poder Legislativo, através de emendas e modificações, deve atualizar a Constituição Federal para abranger a necessidade atual. Tal reforma deve especificar o analfabetismo digital como um problema educacional e garantir que existam planos e metas governamentais amplos para a sociedade ter acesso a programas sociais e se familiarizar com a tecnologia. Espera-se, dessa forma, que todo cidadão se sinta amparado pelo Estado.