A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

No final da Segunda Guerra Mundial, as inovações técnológicas se intensificaram ao redor do planeta e, com isso, o analfabetismo digital emergiu rapidamente entre as sociedades. Porém, a ignorância técnologica se agravou no começo do século XXI com a criação de ferramentas digitais, tal como o Facebook. No Brasil essa problemática vem crescendo desenfreadamente, dessa forma, entende-se que a carência de incentivos governamentais, bem como as frenéticas mudanças digitais, apresentam-se como entraves para a resolução desse problema.

Em primeira análise, a falta de políticas públicas é causa principal do imbrogólio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, é perceptível o descaso dos governantes brasileiros com o alto número de analfabetos digitais, de acordo com a União Internacional de Telecomunicações, o Brasil está na 70ª colocação, ou seja, pouco desenvolvido nesse setor. A população, principalmente os idosos, se sentem desemparados com as precárias políticas públicas, no qual o governo não proporciona palestras educativas e, consequentemente, eles não são aptos de gozar das facilidades tecnológicas, tal como o pagamento de contas via celular. Essa realidade é largamente vista no Brasil, desse modo, é notório a necessidade de mudanças a fim de uma sociedade mais justa e igualitária.

Ademais, o constante desenvolvimento de novas ferramentas digitais agrava ainda mais essa temática. A série “Mundo Mistério”, apresentada por Felipe Castanhari, ilustra essa impactante perspectiva e afirma que as inovações vão se tornando mais rápidas ao decorrer dos avanços digitais. Dessa forma, a geração Z é mais adepta a essa realidade, todavia, os mais velhos apresentam alguns crivos para usar tais ferramentas e, diante disso, desistem do processo de aprendizagem. Eles se esquivam do conhecimento digital com errôneos argumentos, tal como “Eu vivi bem sem a tecnologia, então ela não é necessária”. Essa realidade tende a piorar com as constantes mudanças tecnológicas e, por isso, precisa ser apaziguada o mais rápido possível.

Portanto medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em parceria com o Minitério da Comunicação, a proliferação de palestras educativas nos centros públicos com temas corriqueiros e essenciais para as pessoas lesadas com essa situação, como por exemplo, o uso correto das ferramentas sociais digitais e o manuseio de bancos digitais, por meio de um grande investimento do governo, com o fito de erradicar o analfabetismo digital no Brasil. Diante disso, é de se esperar um futuro mais harmonioso e utópico.