A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

São Tomas de Aquino defende que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da baixa mobilização do Estado permitiu o alto índice de analfabetismo digital, que contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil esse aspecto é vítima de descaso constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do descaso estatal e encontra espaço na falta de conhecimento social, que agravam a situação.

Em primeiro plano, é preciso atentar para o descaso do Estado presente na questão. Sob esse viés, esse fator, de acordo com o filósofo contratualista John Locke, configura-se como a violação do “Contrato Social’, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos gozem de seus direitos imprescíndiveis, como o acesso a educação digital necessaria para a convivência social, o que, infelizmente, é evidente no país. Dessa maneira, essa ineficiência do Poder Público contribui massivamente para o descaso com a coletividade. Portanto, fica explícito que essa questão favorece a permanêcia do analfabetismo digital no Brasil.

Em consequência disso, surge a questão da falta de conhecimento social, que intensifica a gravidade do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não tem acesso a informação séria sobre as consequências do analfabetismo digital, por exemplo, a dificuldade de inserção social, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Dessa forma, percebe-se que no país a falta de políticas públicas que abrangem a segurança digital e o incetivo ao uso da web aumetam a dificuldade para a amenização do impasse.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre o analfabetismo digital no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, essas reuniões não devem se limitar aos alunos, mas ser abertas à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a importância da alfabetização digital e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Desse modo, o princípio de Locke poderia se concretizar no Brasil atual.