A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Ao analisar os parâmetros históricos mundiais, nota-se na 3ª Revolução Industrial o avanço no uso de tecnologias. Contudo, nota-se a discordância dessa evolução com a realidade hodierna, afinal, é visível que o analfabetismo digital é um marco da sociedade brasileira. Nesse contexto, são necessárias medidas interventivas para conter tal situação, a qual é agravada não só pela desigualdade social, mas também, devido a carência de uma educação tecnológica no país. Dessa forma, é necessária a análise de questões que envolvem o analfabetismo digital no Brasil.
Conforme o índice de GINE, o qual realiza a classificação do grau de desigualdades em um país, o Brasil é o décimo entre os mais desiguais do mundo. Nesse prisma, percebe-se a presença dessas discordâncias quando se trata da alfabetização digital na sociedade brasileira, afinal, grande parte da população não possui sequer o acesso a uma internet de qualidade. Além disso, como trata Manuel Castells, estar informado é diferente de estar incluído, fenômeno notável na relação entre as desigualdades e o inclusão digital. Sendo assim, percebe-se que modificações na distribuição de renda, interferem não só economicamente, como também, no acesso a informação e a tecnologia.
Outrossim, segundo Paulo Freire a educação é uma ferramenta de transformações sociais. Sendo assim, observa-se a possibilidade do uso desta na modificação do cenário de analfabetismo digital. Conquanto, a inclusão de tecnologias nas instituições de ensino, demonstra uma forma de aproximação do conhecimento tecnológico da comunidade e torna-se uma perspectiva de melhora, visto que, ao ser propiciado um contato precoce ocorre a facilitação da aprendizagem. Entretanto, se não houver tal inserção, os desafios para a redução do analfabetismo digital persistirão.
Em suma, existe a necessidade de se analisar o analfabetismo digital no Brasil. Por este motivo, incumbe-se ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, por meio de políticas público-privadas, a elaboração de projetos que objetivem a inclusão da educação tecnológica nas instituições de ensino brasileiras, assim como a promoção de ações em comunidades carentes que visarão levar ferramentas tecnológicas a essas populações. Tais projetos, deverão ser realizados com o apoio de voluntários relacionados aos âmbitos tecnológicos, para a ampliação do conhecimento de crianças, jovens e adultos em tal área, com essas propostas, objetiva-se a redução da desigualdade e o uso da educação como um mecanismo de transformação social, utilizando como base os conselhos deixados pelo educador Paulo Freire. Para assim, resolver as questões que relacionam-se ao analfabetismo digital no Brasil.