A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Quando o cofundador da empresa Apple afirmou que a tecnlogia tem a capacidade de mudar o mundo, evidenciou a importância inserida nos aparatos tecnlógicos para mudanças do corpo social. No Brasil, entretanto, essas ferramentas muitas vezes não são utilizadas de maneira correta ou até mesmo não fazem parte da realidade da população, o que prejudica diretamente a prática da cidadania. A partir disso, convêm analisarmos as principais causas, consequências e possível medida relacionado ao analfabetismo digital no país.

Em primeira análise, em consonância com o pensamento do filósofo chinês Confúcio, para compreender o presente é necessário estudar o passado, dessa forma, remete a historiografia brasileira, um país estruturado em cima de profundas desigualdades sociais, raciais e de gênero. Consequentemente, essas disparidades refletem ao acesso à tecnlogia, o que dificulta a parcela da população mais pobre e marginalizada a aquisição desses aparelhos, como também o conhecimento sobre o funcionamento das novas ferrametas como os smartphones e computadores mais modernos.

Ademais, de acordo com os filósofos iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos cidadãos, garantindo aos mesmos sua efetiva liberdade. Dessa forma, no âmbito digital a ausência de noção sobre o funcionamento das redes e a filtragem de informação, tende a ser prejudical ao usuário. Exemplo disso, pode ser visto na “cega” confiança que os inernautas têm ao receber e compartilhar mensagens, sem questionar se elas são verídicas. Desse modo, a falta de entendimento e compreenção do nicho das redes pode levar os usuários a disseminação de notícias falsas, que consequentemente leva à alienação, sendo um risco para à democracia.

Portanto, com a finalidade de mitigar o analfabetismo digital no Brasil, cabe ao Estado, por meio da ação interministerial dos setores de Educação e Comunicação, a elaboração de campanhas que visem a reflexão e informação sobre a utilização correta e os devidos cuidados na esfera digital; isso deve ser feito através de mídias virtuais, televisivas e radiofônicas para máxima reverberação. Desse modo, estima-se que, o debate acerca da problemática fomente a assimilação de valores que justifiquem os ideais democráticos de Diderot e D’Alembert, na categoria virtual.