A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 11/01/2021

A Constituição de 1988 assegura o acesso à educação para qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão do analfabetismo digital no Brasil, o que, além de grave, torna-se um problema constitucional. Nesse contexto, esse tema possui como causas a má influência midiática e a falta de investimentos.

Em primeiro plano, é preciso ressaltar a má influência midiática presente na questão. Desse modo, conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação sobre a importância da educação digital para a população, influencia na consolidação do problema, por meio do seu silenciamento perante o tópico.

Outrossim, a falta de investimentos ainda é um grande impasse para a resolução dessa problemática. Dessa forma, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a taxa de investimento, no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Porém, para agir sobre problemas coletivos, como na questão da falta de conhecimento tecnológico, é preciso de investimento massivo. Dessa maneira, como há uma lacuna financeira, no que tange ao problema, a insuficiência do capital atual ocasiona a impossibilidade de ensinar o uso básico das novas tecnologias para as pessoas, o que leva à incapacidade de cumprir com a Carta Magna Brasileira.

Portanto, tais entraves deverão ser solucionados. Para esse fim, o Ministério da Educação deverá informar à sociedade sobre o uso dos meios eletrônicos e aumentar sua verba. Logo, isso será realizado por meio de comerciais educativos e a instituição de uma porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) exclusivamente para isso. Com isso, essas ações terão como efeito o aumento do saber dos cidadãos acerca da utilização desses dispositivos. Ainda, a fatia a ser reservada para essa área será de 20% do PIB.