A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Durante a segunda geração do Modernismo, Manuel Bandeira escreveu o poema “Vou-me embora para Pasárgada” que revelava inquietação, insatisfação e não aceitação para com a realidade vivida. Analogicamente ao período atual, é relevante retomar essa postura, uma vez que o analfabetismo digital se faz presente na vida da sociedade brasileira, problemática que decorre da falta de acesso a novas tecnologias, bem como acarreta futuros problemas no desenvolvimento digital do país.
Em primeira análise, é importante destacar que grande parte da população brasileira não possui contato com tecnologias que se fazem necessárias no mundo, fazendo com que fiquem desatualizadas e impedidas de realizar alguma atividade do dia a dia. Nessa perspectiva, segundo as ideias do filosofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o conhecimento digital, o que infelizmente é evidente no país.
Além disso, vale salientar que o crescimento do analfabetismo digital afeta diretamente o desenvolvimento tecnológico do país, uma vez que este se torna extremamente atrasado em relação aos outros, utilizando sistemas ultrapassados e menos eficientes, dessa forma são provocados diversos problemas, principalmente econômicos. Sendo assim, segundo José Saramago, é necessário solucionar os problemas e não apenas enxergá-los. Deste modo, expondo a importância de iniciativas governamentais em prol da educação digital.
Portanto, medidas são necessárias para combater o avanço da problemática no Brasil. É de suma importância que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações criem medidas para educar a população ao uso de novas tecnologias, enfraquecendo o analfabetismo tecnológico no país. Isso pode ser feito por meio de políticas sociais que promovam aulas e palestras gratuitas, pelo uso dos meios midiáticos, tais como: rádios e televisores, além de compartilhamento de folhetos a fim de incentivar o avanço digital e seu uso pela população, garantindo assim uma maior eficiência na vida da sociedade brasileira e o desenvolvimento do Brasil.