A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Jurgen Habermas, importante filósofo e sociólogo contemporâneo, criou a ação comunicativa, essa consiste que uma forma de manter a sociedade em equilíbrio é através do diálogo. Atualmente, no Brasil, entretanto o atraso nas discussões pertinentes a questão do analfabetismo digital no Brasil, representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada por essa sociedade, pois não há um amplo debate como defendido por Habermas.

Com isso, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para esse impasse. Primeiramente, é importante ressaltar os principais motivos da dificuldade de operação dos aparelhos digitais, sobretudo pela população mais velha e a falta de acesso pela sociedade de renda baixa brasileira. O pedagogo Paulo Freire, em seu livro “Pedagogia do Oprimido’, defende que a educação e o acesso a informação devem ser distribuídos de forma igualitária, independente da renda do indivíduo. É, desse modo, evidente o descaso a constituição de 1988, que garante o acesso a educação e a informação.

Ademais, cabe destacar os resultados desse fenômeno. De acordo com o site de correio eletrônico G1, a dificuldade de acesso aos meios digitais num ano de pandemia, dificultou o processo de aprendizagem, afetando, sobretudo a população mais carente. É inadmissível que o direito do acesso a informação esteja sendo negligenciado pelo estado.

Logo, medidas são necessárias para erradicar o analfabetismo digital. O ministério da educação deve instruir a população nas escolas, por meio de palestras abertas ao publico para direcionar o uso correto dos aparelhos, e disponibilizando computadores nas escolas para que os alunos e a população, tenham acesso a toda e qualquer informação por meio destes, e sobretudo, facilitando o estudo destes alunos.