A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Frequentemente, vídeos e fotos são postados nas redes sociais, expondo a relação de determinados grupos na sociedade, tais como idosos e moradores rurais, com a internet. Muitas vezes sob teor cômico, esses registros exibem uma realidade habitual enfrentada por tais grupos, a dificuldade em se adaptar à tecnologia - que cresce progressivamente em todos os setores da sociedade.
Essa dificuldade é evidente em ocasiões corriqueiras. As simples necessidade de uma pessoa idosa ao enviar uma mensagem de texto para um familiar ou amigo em mensageiros digitais como o WhatsApp ou Telegram se torna muito mais difícil e demorada do que o normal, por exemplo. Situações como essa podem causar constrangimento, exclusão ou perda de interesse. No pior cenário, a pessoa pode ter sua comunicação comprometida, sendo prejudicados ou até perdendo os seus meios de entrar em contato com pessoas importantes de seu convívio.
No Brasil, a falta de acesso à tecnologia também é responsável por piorar ou até gerar o analfabetismo digital, como observável no dia a dia de moradores rurais, que, por morarem em regiões mais distantes dos centros urbanos, são alvo de pouco interesse das provedoras de serviços digitais, e consequentemente perdem o devido contato com tais serviços. Esse fenômeno pode ser descrito na dificuldade que tais pessoas sofrem ao pagar uma conta online, por exemplo, devido à precariedade do serviço prestado ou a ausência dele.
Frente à dificuldade dessas pessoas, constata-se a necessidade de elaboração e inserção de mecanismos de acessibilidade à elas. Cabe então, ao ministério da tecnologia impor incentivos fiscais às grandes provedoras de serviços que disponibilizarem maiores meios de acessibilidade a populações que enfrentam dificuldades. Além disso, sugere-se a elaboração de planos de investimento em infraestrutura em regiões rurais, através de parcerias público-privadas;