A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Durante a Primavera Árabe, série de protestos contra regimes ditatoriais, a maiora dos movimentos era organizada através da internet, assim, vários governos proibiram o uso da internet a fim de que não houvessem mais protestos. Diante disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o acesso à internet é um direito humano. Porém, no Brasil, grande parte da população não tem acesso a esse, ou outro meio digital, e quem têm, muitas vezes, não sabe usá-lo, são os chamados analfabetos digitais.
Cerca de 46 milhões de brasileiros não têm acesso à internet segundo IBGE, essas pessoas podem nunca terem possuído algo como um celular ou computador, e já ficam excluídas do mundo digital. A “Atitude Blasé”, do sociólogo alemão Georg Simmel, no livro “The Metropolis and Metal Life” ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deve dar atenção. Indubitavelmente, isso acontece no cotidiano da sociedade, visto que cada vez há mais pessoas que não sabem usar os meios digitais e acabam usando de maneira equivocada.
Ademais, essas pessoas que não sabem manusear os meios digitais estão mais sujeitas a ataques de “hackers”, a cair em golpes ou em “fake news”, e podem, inclusive, divulgar seus dados pessoais de maneira errônea. Relatório anual “The Inclusive Internet Index” 2019 afirma que no quesito: confiança em informações publicadas em redes sociais, o Brasil ocupa o 4º lugar. Em outras palavras, o brasileiro não se preocupa em pesquisar e saber a veracidade das informações, e isso ocorre, majoritariamente, entre os analfabetos digitais.
Portanto, para que o analfabetismo digital tenha seu fim, o Ministério da Cidadania, juntamente com as grandes redes sociais como “Facebook” e “Instagram”, deve garantir que a população aprenda a usar corretamente a internet e os meios digitais, por meio de divulgações sobre a Cidadania Digital, utilização apropriada e responsável dos recursos tecnológicos. Dessa maneira, as pessoas podem aprender a comportarem-se digitalmente, sentindo-se mais seguras.