A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos -conjunto de garantias valores universais- assegura a todos os cidadãos o direito ao acesso à informação. Contudo, a vigente norma não se faz presente na atual sociedade brasileira, de modo que apenas parcela da população usufrui do acesso a esse direito universal. Por conseguinte, pode-se concluir que a falta de acesso à internet, bem como a carestia em aprender sobre as tecnologias apresentam-se como entraves da questão do analfabetismo digital no Brasil.

Em primeiro plano, é válido salientar que a carência ao acesso à internet ainda é um problema que perdura na realidade brasileira. Nesse viés, consoante ao filosófo Jean Roussoau, o qual defendia que uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém for tão pobre que tenha que se vender a alguém. Infere-se, portanto, que a carência de recursos financeiros por parte da população e os altos preços da internet são os principais obstáculos para a erradicação dessa problemática no Brasil. Desse modo, é inaceitável que esses obstáculos continuem obstruindo o direito ao acesso à informação, o qual é assegurado pela Declaração Universal.

Outra preocupação constante se deve a falta de interesse por parte da população em aprender sobre o manuseio das novas tecnologias. Nesse segmento, segundo o filosofo Condorcet, “sob a mais livre das constituições, um povo ignorante é sempre escravo”. Sendo assim, conclui-se que a carência de investimento por parte do governo na educação digital e a falta de entusiasmo em aprender por parte da população são os principais contribuintes para à questão do analfabetismo digital no Brasil. À  vista disso, pode-se observar que as consequências dessa problemática, não apenas é a exclusão digital, mas também a violação do direito dos cidadãos ao acesso à informação .

Dessarte, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para amenizar essa questão. Logo, o Governo Federal, em parceria com as empresas de internet, por meio de verbas governamentais, deve disponibilizar à população de baixa renda o acesso a esse recurso com preços mais acessíveis. Ademais, o Ministério da Educação, por meio de veículos midiáticos -como televisão, rádio e jornais- deve proporcionar propagandas que visem incentivar a população  sobre a importância da inclusão digital. Sendo assim, o fito de tal ação é trazer mais discernimento sobre  à questão do analfabetismo digital no Brasil. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada, pois conforme Mahatma Gandhi, “temos de nos tornar a mudança que queremos ver”.