A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 12/01/2021
De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Governo assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de se aprender sobre as causas do analfabetismo digital. Entretanto, o não cumprimento dessa lei torna-se evidente, visto que o analfabetismo digital é muito grande e a falta de preparo da educação digital no país. Torna-se simplório acreditar que o analfabetismo digitall e a carência de preparo para o ensino digital não vem sendo negligenciado pelo Governo ao longo dos anos.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o aumento do analfabetismo digital. Nesse contexto, é importante enfatizar que o Governo não vem levando essa atribulação a sério, sendo assim, negligente com a população brasileira, dessarte, induzindo comportamentos inadequados contra os brasileiros. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.
Além disso, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa ação frente a elas”, desse modo, faz-se mister, ainda, salientar o aumento de ciclos negativos repetitivos, ou seja, o imbróglio da falta de preparo da educação digital no país, ao longo dos anos, como impulsionador da falta de sapiência de tal ato no corpo social, sendo assim, negligente com a população brasileira, dessarte, induzindo comportamentos inadequados contra os brasileiros. À vista disso, a plataforma digital G1 divulgou que o Brasil tem cerca de 170 milhões de pessoas que não sabem utilizar corretamento a internet, 11 milhões de analfabetos funcionais e 170 milhões sem acesso nenhum a internet ou qualquer informação divulgada em plataformas digitais.
Destarte, depreende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata. Compreende-se, portanto, a necessidade de combater a falta de preparo da sociedade brasileira sobre esse imbróglio. Dado o exposto, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre os desafios e as soluções do analfabetismo digital, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio de mídias de grande alcance, como, televisão, rádio e plataformas digitais, a fim de que promova uma educação que, de fato, integre os indivíduos e promova a plena construção de conhecimentos sobre tal temática. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta, na qual o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, assim como John Locke defendia.