A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/01/2021

O empresário Steve Jobs, fundador da Apple, afirmou que a tecnologia tem grande influência no mundo contemporâneo. Sob essa ótica, nota-se que no Brasil essa realidade não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Diante disso, faz-se necessário medidas interventivas que possam conter a questão a qual é agravada não só pelos altos índices de desigualdade brasileiros, como também pela falta de formação no âmbito educacional.

Em primeira análise, é importante destacar as desigualdades social e econômica no território brasileiro. De acordo com o Índice de Gini, modelo estatístico que classifica o grau de desigualdade de um país, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Nessa lógica, essa cruel disparidade faz com que boa parcela da população esteja impossibilitada de acessar as ferramentas digitais, bem como de familiarizar-se com o ciberespaço. Assim, é evidente que parte do povo brasileiro encontra-se impedido de ter acesso à tecnologia devido a sua condição social, fato que consequentemente agrava esse entrave.

Simultaneamente, é evidente a necessidade de uma formação educacional que promova a educação digital. Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), uma das competências para a educação no Brasil é promover o acesso às novas tecnologias para o desenvolvimento dos estudantes. No entanto, esse ideal ainda se encontra longe de ser concretizado, uma vez que as Instituições de Ensino não ofertam uma formação para os alunos dominarem as ferramentas tecnológicas. Desse modo, enquanto a inclusão digital não for uma prioridade no sistema educacional brasileiro, a questão do analfabetismo digital perdurará no país.

Diante do exposto, é preciso que o Estado invista em regiões mais vulneráveis no âmbito socioeconômico, a fim de proporcionar o acesso aos meios tecnológicos de maneira igualitária. Além disso, urge que o Ministério da Educação promova a ampliação do acesso às novas tecnologias nas escolas - algo que estava previsto para acontecer no ano de 2019, de acordo com o Plano Nacional de Educação - por meio do redirecionamento de verbas e da formação de professores e alunos. Feito isso, o Brasil estará ampliando o acesso à rede mundial de computadores por meio das escolas públicas e poderá, gradativamente, mudar o quadro exposto pelo Índice de Gini.