A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/01/2021

A Constituição Federal de 1988 , documento jurídico mais importante do país, prevê o direito a inclusão digital como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, os desafios enfrentados no analfabetismo digital, no Brasil,  impossibilitam que parte da população desfrute desse direito na prática. Essa barreira apresenta, em virtude da omissão governamental  como também a desigualdade social.

Diante dessa análise, é fulcral ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de conhecimento digital. De acordo com Aristóteles a política deve ser utilizada de modo a trazer equilíbrio à sociedade. Contudo, isso não ocorre, no Brasil, haja vista a falta de políticas públicas para interferir no analfabetismo tecnológico na sociedade. Em vista disso, o Ministério da Educação não promove políticas públicas voltadas para o ensino digital. Logo, percebe-se que o poder governamental ao não efetivar o pensamento de Aristóteles, promove a persistência do problema.

Ademais, deve-se destacar o poder que a desigualdade social possui como agravante do problema. É notório perceber que pessoas de classe média alta tem acesso a internet, ensino computacional, enquanto indivíduos pobres de baixa renda não tem esse recurso, o governo não prioriza esse direito tão essencial para essa classe e vindo como consequência a exclusão digital.

É evidente, portanto, que  problemas no analfabetismo  digital  são presentes e precisam ser revisados. Em razão disso, o Ministério da Educação,  através da escola, promova a ensinança eletrônica para as pessoas de baixa renda (com professores especializados na área de tecnologia), nesse ponto é fundamental para eliminar a desigualdade existente e todos terem o direito a inclusão digital, citado na Constituição Federal.