A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 04/04/2021

O artigo 5ª da Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, explicita o princípio da isonomia aos cidadão brasileiros, tornando-os iguais perante a lei. Entretanto, fora do âmbito teórico, a realidade da nação é adversa, haja vista que o analfabetismo digital no Brasil é bastante recorrente, proporcionando então, uma discrepância na igualdade de direito ao conhecimento. Nesse sentido, torna-se necessária a análise da desigualdade social aliada à baixa percepção da veracidade das notícias como fatores relevantes acerca do analfabetismo digital.

Nessa perspectiva, faz-se imperativo compreender a influência negativa que a desigualdade detêm sob o avanço digital. Segundo Émile Durkheim, a sociedade pode ser dividida em dois estados: normal e patológico. O último rompe com o desenvolvimento social, pois representa o cenário desigual que não favorece o avanço coletivo benéfico à nação. Portanto, pode-se perceber que a evolução da 12ª maior economia mundial encontra-se prejudicada pelas desigualdades presentes.

Além disso, vale ressaltar também que, devido à falta de acesso e de embasamento digital, muitas pessoas tornam-se vuneráveis às notícias falsas que permeiam o cotidiano mundial. Diante disso, é possível depreender sobre a realidade vivida pela população diante da pandemia da COVID-19, a qual o mundo virtual foi um dos maiores meios de propogação de informação erradas para a sociedade, as quais tornavam a população desenformada. Tal contexto configura uma realidade inaceitável, tendo em vista os diversos avanços tecnológicos do século XXI.

Em suma, cabe ao Ministério da Educação, por meio das escolas, promover um projeto de ensino digital aos indivíduos desde a tenra idade. Tal projeto deve promover aulas semanais com profissionais capacitados a usar corretamente os meios tecnológicos, com a finalidade de desenvolver um embasamento digital que promova a percepção de notícias falsas e verídicas. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pelos elementos elencados na Carta Magna.