A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Com o advento da Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII,o homem conseguiu desenvolver tecnologias capazes de aprimorar as relações humanas. Entretanto, nem todos os cidadãos entendem como tais inovações funcionam por inteiro, isso é denominado como analfabetismo digital, aliás, esse problema tem crescido bastante, sobretudo no Brasil. Sem dúvida, tal questão se perpetua devido à uma lacuna educacional e a falta de debate.

Primeiramente, é preciso salientar que a falta de incentivo escolar é uma causa latente do problema. Segundo o antropólogo Edgar Morin, para que haja uma reforma no pensamento dos cidadãos, é necessário que haja uma reforma na educação. Sob essa lógica, a falta de noção e conhecimento de grande parte dos brasileiros sobre as funcionalidades totais dos aparelhos telecomunicativos possui como origem a carência de uma alfabetização digital nas escolas, já que elas possuem como objetivo o preparo do indivíduo para lidar com diversas eventualidades. Dessa forma, a não propagação de técnicas úteis para lidar com os meios tecnológicos, durante a infância, torna a resolução do impasse ainda mais difícil.

Além disso, a escassez de debates apresenta-se como outro fator que difunde ainda mais o analfabetismo digital no Brasil. A respeito disso, Habermas defende que a linguagem é a verdadeira forma de ação. Nessa perspectiva, para que a alfabetização digital seja uma realidade, faz-se necessário debater sobre. Embora isso seja notório, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, pois mesmo que esse tipo de tecnologia esteja presente na vida de muitos cidadãos, ainda assim, há pessoas, principalmente idosas, que desconhecem o uso apropriado e sem perigos. Inclusive, segundo fontes da UOL, é por causa dessa situação que o Brasil é um dos países mais visados para grandes ataques de hackers.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas de modo urgente. Para isso, cabe as escolas, em parceria com a prefeitura, desenvolver projetos que inclua uma educação digital de jovens, por intermédio de profissionais e especialistas em Tecnologia da Informação (TI), com aulas dinâmicas, que envolva atividades em grupo. Tais eventos, podem ocorrer no período extraclasse e não devem se limitar aos estudantes, mas serem abertas à comunidade, afim de que mais pessoas compreendam a relevância de se ter um conhecimento acerca dos meios digitais. Por consequência, isso reduzirá o analfabetismo digital no Brasil. Dessa maneira, torna-se-á concretizada a ideia de Edgar Morin.