A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Com o surgimento da Revolução Técnico Científica, novos aparatos tecnológicos tornaram-se indispensáveis na vida de muitos. No Brasil, tais tecnologias ainda são utilizadas de maneira errônea por boa parte dos cidadãos, os quais são designados de analfabetos digitais. Dessa forma, é importante analisar e debater acerca dos pontos positivos e negativos do analfabetismo digital no país.
A princípio, é válido evidenciar o quão beneficente é o uso correto de instrumentos digitais. Isso acontece porque essas ferramentas facilitam o convívio social, simplificando ações e atividades cotidianas. De acordo com uma pesquisa patrocinada pelo Facebook, o Brasil aparece em trigésimo primeiro lugar em um ranking que avalia a melhoria de fatores socioeconômicos a partir da internet. Sendo assim, é notória a melhoria social a partir do uso correto desses instrumentos.
Por outro lado, o mau uso de ferramentas digitais pode desencadear inúmeros malefícios à sociedade, como, por exemplo, o elevado índice de vítimas de Fake News. Segundo o filósofo inglês, John Locke, o homem nasce como uma tábula rasa, ou seja, adquire conhecimento através de experiências. Dessa maneira, é imprescindível que ocorra a familiarização, bem como o domínio correto de aparatos tecnológicos desde a educação básica.
Fica claro, portanto, que o analfabetismo digital no Brasil necessita de intervenção. Para tanto, o Ministério da Educação, responsável por administrar e conduzir o rumo da educação brasileira, deve incluir na grade curricular básica, por meio de debates entre autoridades do legislativo, uma disciplina responsável por incluir a educação digital na carreira acadêmica dos alunos, visando construir cidadãos instruídos e responsáveis. Desse modo, o analfabetismo digital, no Brasil, poderá ser amenizado.