A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
O documentário “O dilema das redes” mostra os perigos que a massiva coleta de dados pelas redes sociais podem causar aos usuários individualmente e enquanto sociedade. É nesse contexto de globalização, avanço tecnológico e era da informação que os especialistas em tecnologia fazem um alerta sobre como essas plataformas foram programadas para nos tornarem produtos. No Brasil, a questão do analfabetismo digital surge como uma problemática em meio a esse contexto, seja pela insuficiência de leis, seja pela falta de educação digital.
De acorodo com o levantamento de 2019 da ITU (União Internacional de Telecomunicações), o Brasil está na 70º colocação, um indíce que mostra a ineficiência da legislação brasileira contra crimes cibernéticos. É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema, considerando a facilidade de encontrar relatos de mulheres que tiveram suas fotos expostas na internet sem consentimento. Diante dessa circustância, frisa-se a importância de leis coesa a fim de proteger e assegurar a acessibilidade de todos.
Segundo o filósofo Immanuel Kant, a pessoa é um fim em si mesma e não um meio de conseguir atingir interesses particulares. Com o advento da Terceira Revolução Industrial, é perceptível uma população cada vez mais rodeada de tecnologia, porém despreparada para lidar com ela. De maneira analóga é necessário salientar a importância do uso responsável das tecnologias, pois a falta de conhecimento faz com que as pessoas confiem cegamente no que está nas redes sociais, perpetuando muitas vezes as chamadas “fake news”. Além do mais, hoje, muitas empresas transformam os usuáros em objeto de lucro, transformando as redes sociais em caça níqueis de cassino, tendo os algoritmos como sua arma de conquista para o vício dos usuários.
Portanto, medidas são necessárias para combater o impassse. Sendo assim cabe ao Governo Federal combater a manipulação de dados, a partir da construção de delegacias especializadas em crimes cibernéticos, com especialistas em tecnologia e profissionais da área, a fim de atenuar os cibercrimes na sociedade, além de aumentar a punição de quem o praticar. Ainda compete ao Legislativo inserir na grade curricular disciplinas como Informática e Educação Tecnológica, a qual permitirá um suporte de ensino sobre as ameaças do meio virtual e sobre como utilizar as redes sociais. Desta forma, podemos evitar que as próximas gerações sejam mais um produto desta indústria, restaurando assim, a democracia e a humanidade.