A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é descrita uma sociedade perfeita, livre de conflitos e problemas. No entanto, isso não se reflete no Brasil, visto que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Esse contraste, é fruto tanto da desigualdade social, quanto pela falta de proatividade das pessoas em ajudar o pròximo.
Sob essa perspectiva, vale destacar que a baixa condição financeira está entre as principáis causas do problema. A esse respeito, de acordo com o Índice de Gini, dado responsável por classificar os níveis de desigualde, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Dessa forma, ao perceber que grande parte da população brasileira não tem as condições, principalmente financeiras, de adquirir aparatos tecnológicos, uma vez que gastam grande parte de seus salários em alimento e contas domésticas.
Ademais, a falta de proatividade das pessoas já inseridas no meio digital, principalmente em ajudar os indivíduos que ainda não dominam esse recurso faz com que o analfabetismo digital se perpetue. Nesse sentido, o sociólogo Zygmount Bauman acredita que a sociedade do Sèc. XXI está pautada no individualismo. Desse modo, fica claro que com o avanço da era digital a sociedade foi se afastando cada vez mais, tendo como uma grave consequência a falta de empatia, a qual alimenta diversos problemas contemporâneos, em destaque a dificuldade em transmitir conhecimentos ao próximo.
Assim dendo, medidas cabíveis são essenciais para conter o avanço dessa problemática. Logo, o Ministério da Educação, orgão público responsável por propagar e organizar conhecimento à população, juntamente com o da Economia, devem disponibilizar cursos comunitários de alfabetização digital tanto nas escolas, quanto fora delas, por meio de professores especializados no assunto e com intuito de ajudar o próximo. Feito isso, espera-se que os índices de analfabetização digital caião na sociedade brasileira.