A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Sob a perspectiva filosófica de São Tómas de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Conquanto, haja vista o cenário do analfabetismo digital no país, as ideias do filósofo são inteiramente contrariadas. Dessa forma, cabe avaliar as principais causas, consequências e possíveis soluções para esse quadro. Em primeira análise, de acordo com a teoria do educador Paulo Freire de que a educação é a principal forma de transformação social, a inoperância estatal em garantir o acesso à educação digital é o principal fator que favorece a questão. Destarte, a ineficaz administração do dinheiro público na compra de computadores, tablets e celulares para que os alunos tenham contato com o mundo digital na tenra idade, aliado a desvios de verba por crimes de corrupção, possibilita drasticamente a ocorrência e a intensificação do panorama exposto. Dessa forma, a incompetência governamental transforma potenciais cidadãos que usariam e entenderiam eficientemente o espaço virtual, em analfabetos discriminados por ele.
Sob uma segunda visão, conforme a teoria de oferta e demanda do economista Adam Smith, os indivíduos proeficientes na utilização do ciberespaço seriam mais requisitados e conseguiriam emprego com maior facilidade no mundo globalizado hodierno. Com isso, os integrantes da sociedade que não tiveram acesso são excluídos do mercado de trabalho e optam por subempregos, quando não ficam desempregados, que não garantem a subsistência adequada deles. Desse modo, o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza aumenta exponencialmente, facilitando a ascensão de diversos problemas sociais como fome, prostituição infantil e crimes de roubo e furto para conseguirem alimentar-se. Assim, explicitando que a falta de ingresso no mundo cibernético prejudica drasticamente a sociedade em geral.
Urge, portanto, o combate ao analfabetismo digital no Brasil. Para isso, faz-se miste que o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, intensifique as operações, nos moldes da Lava Jato, de desarticulação da corrupção que já existem, para que assim o dinheiro chegue nas escolas e elas invistam na inclusão e educação digital dos alunos, assim, apaziguando a questão. Além disso, concerne ao Estado, por intermédio do MEC, a criação de políticas públicas em escolas e universidades que visem a oferta de ensino básico e técnico digital para os jovens, desse jeito, possibilitando que consigam a educação e profissionalização voltada para o espaço virtual e em vista disso o problema seja amenizado no país.