A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 16/01/2021
Hodiernamente, no panorama brasileiro, existe uma séria problemática a ser debatida, a questão do analfabetismo digital. Tal mazela é oriunda de vários fatores, dentre os quais se destacam dois: a desigualdade socioeconômica e a ausência de orientação tecnológica no âmbito educacional. Com efeito, é sine qua non a urgência de diálogo entre Estado e sociedade para a resolução do imbróglio.
No artigo 205 da Constituição Federal de 1988: ”A educação é direito de todos e dever do Estado e família (…) o desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania (…)”. De similar maneiraoga, percebe-se que tal direito não faz parte do corpo social brasileiro, pois de acordo com a revista britânica “the economist” em uma pesquisa realizada entre 100 países, o Brasil está 66 ° posição quanto à alfabetização digital. Dessa forma, tal quadro é resultado de uma disparidade socioeconômica, pois maior número da sociedade não tem o devido acesso à tecnologia digital, fato que, agrava ou entrave social.
Segundo Roger Chartier, historiador contemporâneo, uma escola deve trabalhar de modo a ser uma ponte em que o Poder Público intervém na formação da sociedade, inclusive nessa dificiente esfera digital. Destarte, na realidade do Brasil, esse ideal não é concretizado, pois instituições de ensino não são uma formação para os alunos dominarem essas ferramentas tecnológicas.
Infere-se, portanto, que os Estados invistam em regiões menos favorecidas economicamente, para condições igualitárias de acesso aos meios digitais. Para a mitigação desse óbice, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, deve usar acerca das tecnologias virtuais por meio de campanhas educacionais à população e grupos de discussão, a fim de popularizar o conhecimento cibernético. Desse modo, tem-se o intuito de usar as políticas públicas, conversação e palestras para combater o analfabetismo digital.