A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A Organização das Nações Unidas (ONU) defende a igualdade de direitos a todo ser humano, sobretudo, no que se refere ao acesso tecnológico. Diante disso, a conjuntura dessa análise é distinta no Brasil, haja vista que a disponibilidade da educação tecnológica nas escolas públicas brasileiras é precária. Isso se deve, essencialmente, pela ausência de aparelhos necessários para a prática do acesso e pela falta de profissionais capacitados no ensino digital.
Sob esse viés, é necessário destacar que a carência de aparelhos eletrônicos nas escolas públicas do Brasil contribuem para a persistência dessa problemática no país. Nesse sentido, a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante a todos a inclusão digital, independente do nivel social do cidadão. Contudo, o inacesso à aulas que garantam uma aprendizagem amplamente básica é frequente dentro de tal espaço público. Com isso, jovens e adultos que buscam aprender e garantir o processo inclusivo através do local de ensino acabam prejudicados. É inaceitável o Brasil, como país destaque em inovação, permitir que o analfabetismo de mídias sociais seja um empecilho em pelo século XXI.
Além disso, professores capacitados nessa modalidade educacional são raramente disponíveis em tais escolas. Dessa maneira, Émile Durkheim atribui que o indivíduo é reflexo do pensamento e ações da sociedade, o que contraria a atual realidade, visto que esse problema não é detectado na rede privada de ensino. Devido à isso, pessoas com baixo nível educacional de acesso encontram dificuldades nomercado de trabalho constantemente. Ademais, a escassez de informações também é um fator inadmissível na sociedade contemporânea. Sendo assim, é necessário buscar alternativas que proporcionem uma resolução abrangente desse atrito.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve propor a criação de cursos específicos a esse ensino, por meio de um projeto entregue à câmara dos deputados. Tais cursos devem ser implantados em todas as escolas, com a presença de profissionais capacitados e aparelhos eletrônicos, abrangendo todos os estudantes. Espera-se, com essa ação, a construção de uma geração mais inclusiva e a erradicação desse analfabetismo.