A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A internet tem se tornado cada vez mais importante em nossa vida, visto que pelo mundo há, por exemplo, evidências de interferências digitais em processo eleitorais. Dessa forma, é de extrema necessidade que se entenda a importância da alfabetização digital, tendo como prioridade a universalização do acesso, que, no Brasil, ainda parece algo utópico.
Assim, o atraso brasileiro na questão de alfabetização e acesso digital deve ser visto como característica histórica. A Revolução Industrial, por exemplo, é datada do fim do século XVIII em grande parte do mundo, enquanto a brasileira se inicia, de forma generalizada, em 1930. Já a “3ª Revolução Industrial” que, para muitos, teve seu fim em 2010, parece estar longe de se encerrar no território brasileiro. Entre aproximadamente 210 milhões de habitantes, cerca de 46 milhões não têm acesso à principal marca de tal revolução: a internet.
Portanto, deve-se refletir nos impactos da falta de acesso na questão do analfabetismo digital. Se o acesso é escasso, torna-se extremamente difícil alfabetizar digitalmente as pessoas. Segundo o IBGE, o indíce de pessoas na área rural sem acesso à internet é de aproximadamente 53,5%, mais do que o dobro do número na área urbana. Assim como na educação básica, quanto mais no interior brasileiro, mais defazada é a alfabetização da população.
Dessa forma, é preciso voltar a atenção principalmente para a educação. Na escola, deve haver o engajamento para o auxílio na alfabetização digital e, simultaneamente, a ampliação do acesso. Ambos devem ser feitos pelo poder público. Primeiramente, deve haver subsídios dos governos municipais para a realização da universalização da internet para seus cidadãos. Em seguida, o Governo Federal, por meio da Lei de Diretrizes e Bases, deve estabelecer cronograma de educação digital em todo o processo educacional. Dessa forma, haverá a diminuição gradual do analfabetismo digital e melhora de diversos problemas, como as “fake news”.