A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 15/01/2021
A Constituição Federal de 1988, prevê a todos os cidadãos o direito ao bem-estar social, à vida e a educação. No entanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o contato com a educação e com a tecnologia — por meio do analfabetismo digital — não se encontra efetivado na sociedade nacional. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão da negligência do governo, mas também devido a incapacidade de inúmeros brasileiros de acessar à internet. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais. A priori, é preciso considerar a escassez de medidas governamentais, no que rege a instrução tecnológica, como causa agravante do analfabetismo digital no Brasil. Nesse sentido, de acordo com a revista britânica “The Economist”, em uma pesquisa realizada entre 100 países, o Brasil está na 66ª posição quanto à alfabetização digital. Dessa forma, depreende-se que tal panorama é resultado de poucas ações de instrução tecológica, de tal forma que a sua exiguidade nos centros de ensino afasta a população da aquisição desses conhecimentos e os submetem a exclusão por incompreenderem o uso das tecnologias. Logo, é inadmissível que tais fatores continuem contribuindo na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores. A posteriori, outro aspecto relevante diz respeito a incapacidade de inúmeros brasileiros diante o acesso à internet. Nesse seguimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 30% da população não tem acesso à internet no Brasil. Por conseguinte, substancial parcela da sociedade se torna vítima do analfabetismo digital, por não ter a oportunidade de entrar no ciberespaço. Entretanto, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Diante