A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A partir da Revolução Industrial e Tecnológica no Brasil, ocorreu uma grande mudança nas relações sociais, estruturais e econômicos no tecido social contemporâneo. Nesse viés de mundo globalizado, as divulgações de informações e as interações humanas foram facilitadas com a internet; porém, ainda é um problema o analfabetismo digital no país. Diante disso, deve-se analisar a ausência de debates nas escolas e a falta de leis efetivas para ampliar a fiscalização no espaço tecnológico.
Primeiramente, a ausência de debates nas escolas, no sentido de instruir os discentes a supervisionarem os compartilhamentos de conteúdos é um problema atual. Isso porque, após o século XX, intensificou a utilização e a dependência tecnológica na sociedade contemporânea, visto que aproximadamente 75% da população brasileira utiliza a internet, de acordo com o site G1. Nesse parâmetro, embora a grande importância desse recurso digital no mercado, é notório a crescente dissiminação de informações falsas, sobretudo nas redes sociais, a exemplo da repercussão contra os benefícios da vacinação para sanar a pandamia do vírus Covid-19. Logo, devido a existência de grupos que viralizam matérias sem verecidade, é fundamental a inclusão de aulas de discussões digitais nas escolas, a fim de desconstruir esse cenário de analfabetismo digital.
Em segundo lugar, a falta de leis efetivas para ampliar a fiscalização no espaço tecnológico também é uma problemática. Em análise com a rede televisiva Globo, foi criado um canal para averiguar mensagens divulgadas em canais de interação social virtual. Contudo, essa medida ainda é pouco eficaz, pois mais de 60% dos usuários da internet acreditam nas notícias que recebem no dia a dia. Outrossim, é notório a existência de empresas que lucram com a execução de matérias digitais que garantem grande reputação; entretanto, geralmente retrata-se dos mercados de propagações das fakenews. Portanto, é fundamental que a criação de leis digitais severas, para penalizar os indivíduos ou setores comerciais que contribuem com invabilidade da utilização tecnológica cidadã.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse impasse no país. Por isso, o Ministério da Educação deve incluir no currículo escolar, aulas que promovam a conscientização dos estudantes sobre a necessidade de pesquisar informações antes de encaminha-las nas redes sociais, a exemplo do Facebook, Instagram, Twitter e Whatsapp, por meio de debates com a particapação dos pais e professores, na intenção de construir uma juventude alfabetizada digital. Ademais, para obter maiores resultados é preciso que o Congresso Nacional, adjunto com o órgão executivo, crie uma legislação em defesa da seriedade das informações compartilhadas na internet, a fim de multar os causadores das disseminações das notícias falsas no Brasil.