A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico de maior hierarquia no país, prevê em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente à todo cidadão brasileiro. No entanto, hodiernente no Brasil, assiste-se um flagrante contra a carta magna em questão ao analfabetismo digital, dificultando, desse modo, universalização desse direito social tão importante. Diante desse perspectivas, faz-se necessário a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de conhecimento do uso da internet, Nesse sentido, é evidente que o direito de inclusão digital está sendo violado, em um mundo tão globalizado, pessoas acabam sendo isoladas do resto da população com mais conhecimento no acesso à internet, aumentando a segregação social nos meios digitais. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidades desfrutem de seu direito a inclusão digital.
Além disso, é fundamental pontuar o alto custo da internet para as camadas mais pobres como um impulsionador do analfabetismo digital no no Brasil. Segundo o IBGE, 170 milhões de brasileiros não sabem utilizar a internet corretamente. Diante de tal exposto é perceptível que a população brasileira não tem a devida edução necessária para saber fazer o uso dos meios digitais e, também não tem as condições financeiras cabíveis para garantir o acesso à internet. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portante, há necessidade de se combater os obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da infraestrutura, por meio de parceria pública-privada, construa antenas e instale pontos de wifi em regiões carentes por todo o Brasil, oferecendo também instruções através de cartilhas de como manusear a rede, fazendo com que haja um maior número de pessoas inseridos na sociedade virtual. Assim, se consolidará uma sociedade mais online e democrática, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirmar John lock Locke.