A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/01/2021

O empresário Steve Jobs, criador da Apple, afirmou que a tecnológia tem grande influência no mundo contemporâneo. Sob essa ótica, no contexto brasileiro tal perspectiva não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Diante disso, faz-se necessário medidas interventivas para aplacar a questão, a qual é agravada devido a dificuldade para ingressar no mercado de trabalho, bem como também, a exclusão digital.

Nesse sentido, na visão do presidente da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, apesar de o Brasil ter desenvolvido mais nos últimos anos o setor tecnológico, é preciso ainda que o ensino auxilie na formação desse cenário. Atualmente, o mercado de trabalho exige características para que as pessoas se adaptem nessa nova realidade, e uma delas é está interado na tecnológia. Segundo o IBGE, cerca de 170 milhões de brasileiros não possui acesso a internet, e como a tecnológia vem sendo ampliada, as empresas requerem mão de obra qualificada no meio digital, gerando cada vez maior dificuldade para ingressar no mercado de trabalho devido a falta de conhecimento no meio digital.

Ademais, além do acesso a tecnológia ser limitado para alguns cidadões, a falta de alfabetização no mundo virtual acaba gerando a exclusão digital, afetando cerca de 52% das mulheres e 41% dos homens no mundo. Segundo Roger Chatier, grande historiador contemporâneo, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte na formação da sociedade, inclusive no âmbito digital. Porém, a realidade é outra, pois grande parte da aréa escolar não oferece os recursos necessários, algumas até possui, mas há a falta de ensino digital, o qual é muito pertinente, pois oferece recursos essenciais para se desenvolver e adquirir informações.

Por conseguinte, é de suma importância que sejam implementadas iniciativas para minimizar o analfabetismo digital no Brasil. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Economia destine verbas para regiões com baixo índice de acesso a tecnológia, objetivando que pessoas tenham mais contato com o meio digital. Além disso, compete ao Ministério da Educação criar programas de alfabetização digital e ampliar o meio tecnológico nas escolas, uma vez que o PNE previu a universalização do acesso a rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade. Desse modo, as comunidades terão mais conhecimento e acesso as novas tecnológias, minimizando o grau de analfabetismo digital no território brasileiro.